Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo

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No Brasil, a cane de frango é uma das mais consumidas. (foto) divulgação

 

É impressionante como o uso de esteroides anabolizantes hoje é algo bem mais aceito pela sociedade do que era há algumas décadas. Todo mundo deve conhecer alguém que faz uso de hormônios para ficar fortão, seja o amigo de academia, seja o influenciador maromba da internet. É importante lembrar que essa prática é arriscada e traz prejuízos à saúde. Mas uma coisa é certa: a introdução de hormônios no organismo humano pode aumentar a massa muscular.

Então, é bastante compreensível a crença no mito de que o mesmo é feito nos animais que consumimos. Quem nunca ouviu falar que o frango tem o peito e as coxas daquele tamanhão por causa de hormônios que são adicionados pela indústria da carne?

No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária proíbe o uso de hormônios na avicultura. Normas semelhantes existem em vários países. O mesmo vale para a carne bovina e de outras espécies. Essas proibições existem porque resíduos de hormônios na carne podem representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Mas, se não é pela aplicação de hormônios, como o frango de granja da indústria fica tão maior que os caipiras, criados no quintal de casa? O frango é abatido pela indústria por volta dos 42 dias de vida, quando tem cerca de 2,5 kg de massa. Há um século, o tempo médio de abate era de 105 dias.

Isso se deve a três fatores principais: a oferta de uma dieta rica em nutrientes, a manutenção de condições ambientais adequadas nas granjas, e o melhoramento genético da espécie, ou seja, a seleção de genes e características no animal que interessam ao ser humano. Por exemplo, se queremos um frango que se desenvolva rápido, privilegiamos o cruzamento entre indivíduos que possuem essa característica.

O Brasil é hoje o maior exportador de carne de frango do mundo. E quem compra esse produto exige que as normas sanitárias sejam seguidas à risca. Esse é mais um motivo para se acreditar que o frango que consumimos é seguro.

Renan Santos – Brasil de Fato

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