Minha vida não vai ser como antes, mas creio que Deus vai fazer o melhor”, declarou João, ao relembrar os dias que passou preso por um crime que afirma não ter cometido.
Por: Flavia Moreira

Mesmo alegando o equívoco aos policiais, o jovem foi conduzido à delegacia, já que o mandado estava em aberto. No dia seguinte, ele foi encaminhado ao Presídio Sebastião Satiro, onde permaneceu até a última terça-feira (14).

Durante o período de detenção, João relatou momentos difíceis. Segundo ele, precisou dormir no chão, teve o cabelo cortado e dividiu cela com cerca de 20 detentos. “Foi um pesadelo”, resumiu.
A defesa, conduzida pelo advogado Marcelo Araújo, entrou com pedido de liberdade e apresentou provas que comprovariam o erro. Entre os documentos, estava o registro de ponto do supermercado, indicando que João estava trabalhando no momento em que o crime teria sido cometido em Maceió.
O Ministério Público de Alagoas reconheceu as inconsistências e se manifestou favorável à revogação da prisão preventiva. Além disso, informou que um procedimento será aberto junto à Corregedoria da Polícia Civil para apurar as circunstâncias que levaram ao equívoco.
Segundo o advogado, o caso teve origem em uma sequência de falhas. O irmão de João teria sido preso em flagrante pelo mesmo crime em Maceió, mas, ao ser abordado, não apresentou documentos e utilizou o nome do jovem. A partir disso, o nome de João passou a constar no processo, resultando na expedição do mandado de prisão cumprido indevidamente.
Agora em liberdade, João Vitor tenta lidar com as consequências da prisão injusta. Ele mora em Patos de Minas há cerca de um ano, para onde se mudou em busca de melhores oportunidades de trabalho.
A defesa informou que atuará em duas frentes: garantir a absolvição definitiva do jovem no processo criminal e ingressar com uma ação de indenização contra o Estado pelos prejuízos causados.
“Minha vida não vai ser como antes, mas creio que Deus vai fazer o melhor”, declarou João, ao relembrar os dias que passou preso por um crime que afirma não ter cometido.











