As melhores e as piores estradas do Brasil; São Paulo domina o ranking

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Estudo que avaliou mais de 114 mil quilômetros de rodovias revela contrastes na qualidade das estradas brasileiras e mostra liderança paulista entre os melhores trechos

 

Se você já saiu de carro pelo país, sabe: nem toda estrada brasileira oferece a mesma experiência. Alguns trechos são verdadeiros tapetes, com asfalto liso, boa sinalização e conforto para dirigir.

Outros… bem, esses deixam motoristas de cabelo em pé. Quando se leva em consideração a malha rodoviária como modal de interligação e escoamento da produção, a situação pode ficar ainda mais séria – e custosa.

Foi pensando nisso que a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) passou a limpo mais de 114 mil quilômetros de estradas pavimentadas de todo o Brasil em sua mais recente Pesquisa CNT de Rodovias 2025, um dos estudos mais completos sobre qualidade de estradas no país publicado no fim do ano passado.

O resultado não surpreende e reforça contrastes enormes, a depender da região: rodovias bem cuidadas sob concessão privada dominam o topo do ranking, enquanto vias sob administração pública, especialmente no Norte, Nordeste e algumas no Sul, seguem comendo poeira.

estado de São Paulo lidera a relação, com 14 das 20 melhores rodovias do Brasil. Dessas, 11 estão sob modelo de concessão privada.

A boa notícia é que, de acordo com o estudo, 37,9% da extensão pesquisada (43.301 km) está em condições Ótimas ou Boas, ante 33,0% em 2024 (36.814 km), representando um avanço de quase 5%.

Trechos avaliados como Ruins ou Péssimos caíram 7,5%. O levantamento foi concluído em dezembro de 2025.

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As melhores

No topo do ranking das melhores rodovias do Brasil aparecem trechos que combinam pavimento bem conservado, sinalização clara e traçado que facilita a viagem, fatores que impactam diretamente na segurança e na economia do transporte.

Principais trechos mais bem avaliados:

  • 1- SP-270 (Raposo Tavares) – entre Presidente Epitácio e Ourinhos, em São Paulo, considerada a melhor do país pela qualidade da pista e segurança viária;

  • 2- RJ-124 – trecho entre Rio Bonito e São Pedro da Aldeia (RJ);

  • 3 – SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) – de Cordeirópolis até São Paulo;

  • 4 – SP-225 – entre Itirapina e Santa Cruz do Rio Pardo (SP);

  • 5- SP-320 – Rubineia a Mirassol (SP; único trecho público entre os melhores);

Há ainda outros trechos importantes como BR-050 (em MG e GO)SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto) e SP-021 (Rodoanel), todos com avaliação no topo. (Relação completa abaixo)

O destaque no ranking mostra que São Paulo concentra a maioria das rodovias mais bem avaliadas, com 14 das 20 melhores do país, muitas delas sob administração de concessionárias privadas com manutenção e investimentos constantes.

Onde a viagem é um pesadelo

Na outra ponta, o levantamento também identificou os trechos que mais preocupam motoristas e transportadores, com condições precárias de pavimento e sinalização, o que pode aumentar riscos e custos operacionais no transporte rodoviário.

Alguns dos trechos mais mal avaliados:

  • MA-006 (Maranhão) – Cururupu a Pinheiro;

  • MA-106 (Maranhão) – Nunes Freire a Alcântara;

  • PB-066 (Paraíba) – Ingá a Itambé;

  • BR-364 (Acre) – Cruzeiro do Sul a Acrelândia;

  • TO-387 (Tocantins) – São Salvador do Tocantins a Jaú do Tocantins.

Além desses, outros trechos em Rio Grande do Sul, Pernambuco e Maranhão também aparecem no fim da lista, todos administrados pelo setor público, uma realidade que se repete no ranking da CNT.

Por que uma diferença tão grande?

Uma das conclusões mais claras da pesquisa é que a gestão e o modelo de operação influenciam diretamente na qualidade da estrada. As vias sob concessão à iniciativa privada, como muitas no Sudeste, tendem a ter manutenção mais frequente, investimentos regulares e melhores condições gerais.

Já as estradas sob administração pública direta, especialmente em regiões com menor orçamento e atratividade para parcerias, apresentam desafios maiores para conservação e modernização.

A própria CNT aponta que, apesar de ter havido um aumento na proporção de rodovias em condições boas e ótimas em 2025, a maior parte da malha brasileira ainda enfrenta deficiências, com 62,1% em estado regular, ruim ou péssimo.

Nunca é demais lembrar que trechos malconservados geralmente elevam os custos logísticos e operacionais em mais de 30%, além de aumentar o risco de acidentes e atrasos.

A má qualidade do pavimento gera desperdício anual estimado em R$ 7,2 bilhões somente com o consumo adicional de diesel, ou seja, é como se 1,2 bilhão de litros fossem jogados pelo ralo. 

E os valores ficam ainda maiores quando se leva em consideração vidas humanas. Entre janeiro de 2016 e julho de 2025, foram contabilizados 697.435 acidentes nas rodovias federais, com custo de R$ 149,67 bilhões, cifra que pagou atendimentos de emergência, além de perdas de cargas, danos aos veículos e impactos sociais.

A metodologia da CNT considera três critérios principais: pavimento, sinalização e geometria da via, avaliando itens como condições do asfalto, qualidade da sinalização, existência de acostamentos, curvas, pontes e dispositivos de segurança.

Ranking

  • 1 – São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-267 / BR-374 – Trecho de Presidente Epitácio a Ourinhos – Ótimo

  • 2 – Rio de Janeiro: RJ-124 – Trecho de Rio Bonito a São Pedro da Aldeia – Ótimo

  • 3 – São Paulo: SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) – Cordeirópolis – Ótimo

  • 4 – São Paulo: SP-225 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros/Engenheiro Paulo Nilo Romano) / BR-369 – Trecho de Itirapina a Santa Cruz do Rio Pardo – Ótimo

  • 5 – São Paulo: SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha) – Trecho de Rubinéia a Mirassol – Ótimo (pública)

  • 6 – Minas Gerais: BR-050 / BR-262 / BR-365 / BR-455 / BR-464 – Trecho de Araguari a Delta – Ótimo

  • 7 – São Paulo: SP-070 (Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – Trecho de Taubaté a Guarulhos – Ótimo

  • 8 – São Paulo: SP-021 (Rodoanel) – Trecho de Arujá a São Paulo l – Ótimo

  • 9 – São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-272 / BR-373 – Trecho de São Paulo a Itapetininga – Ótimo

  • 10 – Goiás: BR-050 / BR-352 – Trecho de Cristalina a Cumari – Ótimo

  • 11 – São Paulo: SP-463 (Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães) – Trecho de Ouroeste a Clementina – Ótimo (pública)

  • 12 – São Paulo: SP-326 (Rodovia Brigadeiro Faria Lima)/ BR-364 – Trecho de Barretos a Matão – Ótimo

  • 13 – Paraná: BR-163 – Trecho de Cascavel a Realeza – Ótimo

  • 14 – Santa Catarina: BR-101 / BR-282 / BR-376 / BR-486 – Trecho de Garuva a Passo De Torres – Ótimo

  • 15 – São Paulo: SP-334 (Rodovia Cândido Portinari) – Trecho de Cristais Paulista a Ribeirão Preto – Ótimo

  • 16 – São Paulo: SP-351 (Rodovia Altino Arantes) / BR-265 – Trecho de Batatais a Santo Antônio da Alegria – Bom (pública)

  • 17 – São Paulo: SP-333 (Rodovia Miguel Jubran) / BR-153 – Trecho de Sertãozinho a Florínia – Bom

  • 18 – São Paulo: SP-310 (Rodovia Washington Luís) / BR-267 / BR-364 / BR-456 – Trecho de Mirassol a Cordeirópolis – Bom

  • 19 – Mato Grosso do Sul: BR-359 – Trecho de Costa Rica a Coxim – Bom

  • 20 – São Paulo: SP-300 (Rodovia Marechal Rondon) / BR-154 / BR-262 / BR-267 – Trecho de Castilho a Jundiaí – Bom.

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