Deputada Lud Falcão acusa vice-governador de intimidação e postura machista

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André Amâncio- Patos Agora

Uma crise política entre a Prefeitura de Patos de Minas e o Governo de Minas Gerais escalou na última semana, resultando no encerramento do convênio que cedia servidores e estagiários municipais para suporte à Polícia Civil. A medida, tomada de forma unilateral pelo Estado, ocorre após o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, defender publicamente que o custeio da segurança pública seja assumido integralmente pelo governo estadual, por se tratar de uma competência constitucional de Minas Gerais.

Embora o governo mineiro tenha anunciado que assumirá o reforço necessário nas delegacias, chamou a atenção o fato de a dispensa dos funcionários cedidos ter ocorrido exclusivamente em Patos de Minas. O cenário de embate administrativo ganhou contornos pessoais e institucionais com a denúncia feita pela deputada estadual Lud Falcão, esposa do prefeito, que relatou ter recebido uma ligação em tom intimidatório do vice-governador Mateus Simões.

Em nota oficial enviada à imprensa, a deputada Lud Falcão manifestou profunda indignação, classificando a postura do vice-governador como “machista, covarde e incompatível com o cargo”. Segundo a parlamentar, Simões teria exigido que o prefeito Falcão pedisse desculpas até a meia-noite, sob ameaça de retaliação política e administrativa em repartições públicas. A deputada afirmou que não se submeterá a pressões e que o ataque atenta contra as mulheres na política e contra a própria democracia mineira.

Veja a nota completa

Recebi, com indignação, uma ligação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, em tom intimidador, autoritário e absolutamente desrespeitoso. Durante a conversa, ele exigiu que meu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, ligasse até a meia-noite para pedir desculpas, sob pena de não sermos recebidos até pelos porteiros das repartições públicas, numa tentativa clara de constrangimento político. 

Faço questão de registrar: essa ligação foi feita diretamente a mim, uma mulher, deputada estadual eleita com mais de 59 mil votos, no exercício pleno do meu mandato. Trata-se de uma postura machista, covarde e incompatível com o cargo de vice-governador. Não aceitarei ser pressionada, intimidada ou tratada com desdém por defender municípios, prefeitos e o povo mineiro.

Sou uma mulher de valores fortes e inegociáveis. Não negocio princípios, não me submeto a ameaças e não aceito recados autoritários travestidos de diálogo institucional. Quando um vice-governador liga para uma deputada eleita com esse tipo de postura, o ataque não é pessoal — é institucional, é contra as mulheres na política e contra a democracia.

É preciso deixar claro: essa atitude não prejudica a mim individualmente. Quem perde é Minas Gerais. O povo mineiro perde quando o governo prefere a intimidação ao diálogo, a retaliação ao respeito e a birra política à responsabilidade administrativa. Já estamos vendo os reflexos disso em decisões que penalizam diretamente os municípios, como o corte de estagiários que atuavam na Polícia Civil em Patos de Minas.

Minas Gerais precisa de equilíbrio, maturidade política e respeito às instituições. O que não pode é um vice-governador agir de forma infantil, machista e desrespeitosa com uma deputada no exercício do seu mandato.

Seguirei firme, de cabeça erguida, sem medo e sem recuar, defendendo os municípios, as mulheres e uma política feita com coragem, respeito e compromisso com o povo mineiro.

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