MAUS-TRATOS Manifestação neste domingo (1º), em BH, denuncia morte do cão Orelha

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Cachorro Orelha morreu após sofrer maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina | Crédito: Reprodução/Redes Sociais
Com o lema “Crueldade não é acidente”, ato público será realizado a partir das 10h, na Feira Hippie

Com o lema “Crueldade não é acidente”, ativistas da causa animal realizam neste domingo (1º) um ato público em Belo Horizonte para pedir justiça pelo cachorro Orelha, morto após sofrer maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. A manifestação acontece a partir das 10h, na Feira Hippie.

Organizado por protetores independentes e coletivos de defesa animal, o protesto em BH se soma a uma mobilização nacional que ganhou força após a morte brutal de Orelha, um cão comunitário de cerca de 10 anos, atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro. Gravemente ferido, o animal foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte, em razão da gravidade das lesões.

A comoção em torno do caso ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina e motivou atos em diferentes capitais do país. Em Brasília, a Associação Apdog organiza neste sábado (31/1), às 16h, a Cãominhada da Justiça, com concentração ao lado do ParkDog, na quadra SQSW 104, no Sudoeste. Já no Rio de Janeiro, duas manifestações estão previstas para domingo: uma caminhada organizada pelo coletivo Rio de Janeiro Contra Maus-tratos, às 10h, no Aterro do Flamengo, no Monumento aos Pracinhas, seguindo até o Copacabana Palace.

Investigação em andamento

Segundo a Agência Brasil, o caso Orelha segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. Diante da grande repercussão, foi deflagrada, em 26 de janeiro, uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os adolescentes envolvidos e adultos responsáveis. Foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, e mais de 20 pessoas já foram ouvidas. A polícia também analisou cerca de 72 horas de imagens de 14 câmeras de monitoramento, públicas e privadas.

Segundo as autoridades, familiares dos adolescentes são suspeitos de coagir testemunhas e atrapalhar o andamento das investigações. Até o momento, não houve prisões, mas familiares foram indiciados pelo crime de coação. A polícia informou ainda que dois dos adolescentes estão nos Estados Unidos, em uma viagem à Disney que já estava programada antes da repercussão do caso. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, mas a investigação aponta que entre os parentes estão dois empresários e um advogado.

Além do ataque a Orelha, a polícia também apura uma outra agressão atribuída ao grupo contra um cachorro conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar.

Embora sejam inimputáveis penalmente por serem menores de 18 anos, os adolescentes podem ser responsabilizados por meio de medidas socioeducativas, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Editado por: Ana Carolina Vasconcelos – noticias do brasil

 

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