O Brasil pode registrar, em 2026, a maior safra de café da história. Segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve chegar a 66,2 milhões de sacas, alta de 17,1% em relação às 56,5 milhões colhidas na safra passada. Se confirmado, o volume superará o recorde de 63,1 milhões de sacas, alcançado em 2020. O resultado é impulsionado pela bienalidade positiva do cafeeiro e por condições climáticas favoráveis.
Minas Gerais, principal estado produtor, deve colher 32,4 milhões de sacas, crescimento de 25,9% sobre 2025. A participação mineira na produção nacional pode subir de 45,5% para 49%. O maior avanço proporcional é esperado nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste. O governo estadual destaca investimentos de R$ 2 bilhões para a safra 2025/2026, além de ações em crédito, pesquisa, assistência técnica, certificação e promoção das exportações.
A produtividade média no Brasil está estimada em 34,2 sacas por hectare, alta de 12,4%. Em Minas, a média deve atingir 28,6 sacas por hectare, avanço de 19,7%, mesmo com predominância do café arábica, que tem rendimento menor que o conilon. Estados com forte presença de conilon, como a Bahia, podem registrar produtividades superiores a 70 sacas por hectare.
A área plantada também deve crescer. No país, a estimativa é de 1,93 milhão de hectares, aumento de 4,1%. Em Minas, a área produtiva pode chegar a 1,13 milhão de hectares, expansão de 5,1%. O cenário favorável combina clima regular e entrada em produção de novas lavouras, reforçando a expectativa de um marco histórico para o setor cafeeiro em 2026.











